“Que bafor, dona Julia!” – era assim que dona Amélia reclamava para minha mãe quando o calor vinha mais forte. Dona Amélia trabalhou em casa na segunda metade dos anos 80 e foi a única pessoa de quem escutei essa palavra, “bafor”. Quem mora em Florianópolis sabe muito bem o significado. É aquela muralha de ar quente e úmido, é dormir com desconforto na região torácica, é suor que não evapora e roupa que grudas nas costas. ...